2 de junho de 2009

Vendas crescem 5,3% em maio puxadas pela prorrogação de incentivos

As vendas de veículos novos no mercado brasileiro cresceram 5,35% em maio, em relação a abril, divulgou a Fenabrave (a representante nacional da concessionárias). No mês, foram comercializadas e emplacadas 388.510 unidades -- carros de passeio, comerciais leves, motos, ônibus, caminhões e implementos rodoviários -- contra 368.780 em abril. Os bons números do setor nos últimos 30 dias, no entanto, mostram que o mercado ainda está dependente de incentivos dados pelo governo federal, como a prorrogação até junho do desconto na alíquota do IPI (para carros com motor de até 2,0 l) e a manutenção da cobrança reduzida da Cofins (para motos de baixa cilindrada). Este é o pensamento também do presidente da GM do Brasil e das operações da marca no Mercosul, Jaime Ardila, para quem "(sem a prorrogação no corte do IPI) o mercado voltará a patamares menores" (leia mais aqui).Na comparação com maio de 2008, fora do período de crise, a queda nas vendas é de 6,85%. E na comparação do desempenho acumulado nos cinco primeiros meses do ano, janeiro a maio, o encolhimento chega a 7,8% em relação ao ano passado. Para o presidente da entidade, Sergio Reze, o principal problema está com o segmento de transportes, que segue com dificuldades de caixa. Pelos dados da Fenabrave, implementos rodoviários (-25,8%), caminhões (-19,9%) e motos (-18,6%) puxam para baixo os números do setor automotivo. "O maior problema do segmento de caminhões é a falta de frete. Os usineiros estão com dificuldade no caixa. Há baixo transporte no setor de mineração e existe também a sazonalidade no segmento agrícola", afirmou Reze.Ainda assim, a conta no mês é positiva por conta das boas vendas de automóveis de passeio e comerciais leves: foram 237.388 unidades vendidas em maio contra as 224.413 de abril (alta de 5,78%).

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