26 de outubro de 2009

VW quer 1 milhão de carros no Brasil em 2014

Plano é parte da estratégia do grupo para se tornar o maior do mundo Em visita ao Brasil para comemoração dos 50 anos da fábrica Anchieta, em São Bernardo do Campo (SP), Francisco Javier Garcia Sanz, diretor de compras do grupo Volkswagen na América do Sul, afirmou que o mercado brasileiro apresenta boas oportunidades de crescimento sustentável nos próximos anos. Segundo o executivo, a marca planeja atingir a meta anual de 1 milhão de veículos no mercado brasileiro até 2014. O plano também faz parte da estratégia da marca para se tornar a maior do mundo até 2018, ultrapassando Toyota (primeira colocada) e GM (vice-líder).
"Nossas vendas no Brasil alcançaram nos últimos anos a terceira posição entre os maiores mercados do grupo, atrás somente da China e Alemanha. Acreditamos na continuação desse desempenho com taxas de crescimento da ordem de 4% a 5% ao ano. Por isso, pensamos em investir continuamente em produtos e capacidade produtiva no país", afirmou Garcia Sanz.
As vendas internas da fabricante registraram um crescimento da ordem de 70% nos últimos três anos - aumentando de 350 500 veículos, em 2005, para 585 000 unidades, em 2008. Apenas entre janeiro e setembro deste ano, as vendas de automóveis e veículos comerciais leves da Volkswagen avançaram mais de 12% em comparação ao mesmo período de 2008, saltando de 458 454 veículos para 514 447 em 2009.
"A performance positiva foi possível graças aos nossos esforços de realinhamento de objetivos, investimento em processos e lançamento de novos produtos como o novo Gol e o Voyage", destacou Thomas Schmall, presidente da Volkswagen do Brasil. "Agora vamos estimular vendas no segmento de comerciais leves, com a nova Saveiro, lançada em agosto, e a picape Amarok, que virá no primeiro trimestre do próximo ano. E o consumidor brasileiro pode esperar por outras novidades em 2010", completou Schmall.
"A reação do governo brasileiro durante a crise foi muito rápida e precisa. A redução do IPI [Imposto sobre Produto Industrializado] estabilizou o mercado. Esse tipo de ação atrai investimentos", avaliou Garcia Sanz. "Quando o Grupo Volkswagen realiza investimentos, é sempre observada a competitividade de um país e os acordos com os sindicatos são especialmente importantes aqui. É absolutamente necessário compreender que nós precisamos fazer uso de toda a capacidade de nossas fábricas com a finalidade de amortizarmos os caros investimentos que fazemos", acrescentou o executivo de compras da marca.
A força de trabalho da Volkswagen do Brasil também cresceu para acompanhar o ritmo do aumento na participação no mercado nacional. O número de trabalhadores aumentou 15% desde 2006 e chegou a 21 600 em setembro deste ano.

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